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Klever Kolberg mostra a nova pintura de seu capacete, que representa um globo terrestre |
Pioneiro entre os pilotos brasileiros no Rally Dakar e a levantar a bandeira da sustentabilidade nas competições off-road, Klever Kolberg levou a questão à cabeça: a nova pintura de seu capacete, feita pela Artmix Studios, de São Paulo, representa o globo terrestre “A ideia desta pintura tem a ver com a razão pela qual decidi voltar a participar do Rally Dakar: o futuro do planeta Terra. Então decidi utilizar o esporte para mostrar que está literalmente em nossas mãos e nas nossas cabeças, o poder de escolher um caminho melhor para o globo terrestre e toda a vida que existe nele. O princípio da sustentabilidade quando ligado ao meio ambiente nos mostra que o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer as gerações futuras”, destacou o piloto, o primeiro na história do Dakar a disputar o rally mais perigoso do planeta usando, por todo o percurso, apenas o etanol de cana de açúcar como combustível.
“Não é fácil apenas chegar e dizer: vamos correr com etanol. Foi preciso uma logística complexa para os abastecimentos, já que na Argentina e Chile não se vende etanol como combustível. O carro também teve de ser todo adaptado, já que o tanque de combustível tinha 560 litros, porque os reabastecimentos não eram permitidos durante as especiais. Inclusive tenho trabalhado para melhorar este ponto no regulamento com a organização do Dakar”, disse Klever, que inspirou a ASO – dona do evento -, a criar a categoria experimental para carros usando combustíveis alternativos.
“Levamos este tema para o centro de nossa equipe, conseguimos que o regulamento do Rally Dakar fosse modificado, com a criação da categoria para combustíveis verdes, renováveis e de menor índice de poluição. Achei importante deixar este recado visual também, já que o importante não é que poucos façam grandes ações, mas que cada um faça sua parte, pequena ou grande não importa, mas na soma o resultado será gigantesco. A escolha é nossa, se for a correta, o planeta agradece”, afirmou. Bruno Theil, proprietário da Artmix, destaca que o processo de pintura do capacete também segue rígidas normas ambientais.
“O procedimento está todo alinhado com a proteção ao meio ambiente: materiais homologados no padrão ambiental mundial, com mínima emissão de vapores; trabalho com baixa pressão na aplicação de tintas, resultando em mínima névoa e aproveitamento máximo; pigmentos puros de altíssimo brilho; e verniz fosco à base de água soft touch”, disse. “Ficamos felizes com o resultado final e, principalmente, com a satisfação do Klever. Para nós, é uma grande honra trabalhar com ele, um dos maiores nomes da história mundial do rali”, completou.
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